História de Valeta

Após o Grande Cerco de 1565, os Cavaleiros dedicaram-se a um projeto ambicioso: a construção de Valeta, a chamada "cidade construída por cavalheiros, para cavalheiros". O Papa Pio IV enviou o seu principal engenheiro, Francesco Laparelli, para Malta para participar na construção da cidade, que deveria ser uma fortaleza para defender o Cristianismo e uma obra-prima cultural. Um exemplo único do Barroco, Valeta foi classificada como Cidade Património da Humanidade.

Aquando da sua construção, Valeta era um exemplo do planeamento da uma cidade moderna. Projetada como um sistema de rede, atualmente muito comum nos Estados Unidos, a cidade foi cuidadosamente planeada, de modo a abranger água e saneamento e a permitir a circulação de ar. A maioria das vilas e cidades são resultado de uma evolução ao longo de séculos, mas Valeta, pelo contrário, foi uma das primeiras cidades europeias a ser inteiramente construída num novo local.

Grand Master Jean de la Vallette

Francesco Laparelli deixou a conclusão da construção de Valeta nas mãos do seu assistente maltês, Gerolamo Cassar (1520-92), que tinha estudado em Roma. A obra-prima de Cassar é a Co-Catedral de S. João.

O magnífico interior barroco foi obra do artista e cavaleiro calabrês, Mattia Preti (1613-99). Os primeiros edifícios barrocos a serem desenhados em Valeta foram obra do arquiteto italiano de Lucca, Francesco Buonamici, o engenheiro residente dos cavaleiros entre 1634 e 1659, com o auxílio do arquiteto militar italiano Floriani. Foi responsável não só pela extensão das fortificações até Floriana, mas também por desenhar várias igrejas para as cidades de Valeta, Rabat e Ħaż-Żebbuġ.